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Archive for Janeiro, 2012

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Outro Mundo ougro Mambo

Morais: Música/ Galvão: Letra

A Barra está clareando/Na velocidade da fuga/Nós vamos conhecer/Outro mundo, outro mambo/Na velocidade da fuga/Na velocidade da fuga…/Na velocidade da fuga…/O para-brisas/Barra limpa amor/Nós vamos conhecer/ Outro mundo/Outro mambo…/Na velocidade da fuga/Na velocidade da fuga…/Na velocidade da fuga…/As estrelas, céu e terra estão mais perto/Toda joia de Ipanema/Não é cinema, amor/É outro mundo, outro mambo/Outro mundo/Só mais alguns segundos/Juntos da ansiedade/Morre o medo no salto/No salto sobre o asfalto/No ar, no ar salto/No ar/No ar falto/Na velocidade da fuga…

A HISTORINHA

O tema já estava em mim desde lá de Juazeiro quando na minha juventude comecei a receber influência da esquerda armada com a guerrilha de Che Guevara. Ali na minha terra,  me reuni com dois outros jovens Marcos e Aloísio quando planejamos sequestrar um avião para irmos para a guerrilha do Araguaia, e só não efetuamos a besteira porque recebi uma luz na consciência e lembrei que não sabíamos onde era o referido local e poderíamos ser conduzido para outro lugar e sermos presos.  Já em São Paulo empolgado com as peripécias de Carlos Marighela, escrevia a letra Outro Mundo que é bem cinematográfica e vão aparecendo as imagens como se na tela, assim em apologia a um assalto a banco, com os revolucionários vendo na fuga outro mundo, outro mambo perdendo o  medo no asfalto no ar salto com as joias de Ipanema em ouro e prata em carne e osso.  Moraes, no ato, colocou a música .Faz parte  da trilha do filme Meteorango  Kid– o Herói Intergaláctico /1969)  filme de Andre Luis de Oliveira uma joia do cinema Baiano

 


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No Thecotheco (Moraes: música/Galvão: letra)

No trio elétrico no paralelepípedo/Na ponta do pé no jeito/ do corpo/Na cara no rosto/No trio elétrico no paralelepípedo/No theco/Theco/Theco/ /Theco/Theco/Theco/Theco/Em meio a tudo isso/É carnaval eu ganhei você/Que não soube se esconder/Caiu, pulando, pulando sem pensar/Três dias de amor não dá/Pro resto do ano pegue os seus panos/Vamos viver de folia.

       

A HISTORINHA

Eu sempre sonhei formando uma família. O sonho foi interrompido lá em Juazeiro, e pra não perder a viagem fiz essa letra, daí o final “… Peque seus panos e …” “O vamos viver de folia” fica por conta da minha viagem , pra não dizer dizendo vacilação carnavalesca coisa do passado. Interessante mesmo foi o achado do Tcheco – Tcheco que o bater dos pés das pessoas, dentro do ritmo, no paralelepípedo.

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NOVOS BAIANOS -CAMINHO DE PEDRO

Música: Moraes/ Letra: Galvão

Eclipse luz/Tocam-se/Se tocam-se/Em dois no firmamento/Porque dois é um/É um é um é número…/Oiê/Dois é uns olhos/Ouvidos braços e pernas/Do mundo/Do mundo de Pedro/  “Pedro” Do mundo de pedra/No caminho de Pedro/ XE “Pedro” Onde pedras no caminho/Ô no caminho de Pedro/  “Pedro” Por onde andando nado e ando…/Eu ando sobre pedras/Eu ando sobre as águas/No caminho de Pedro/  “Pedro” Onde pedras no caminho/Ô no caminho de Pedro/  “Pedro” Por onde andando nado e ando…/Eu ando sobre pedras/eu ando sobre as águas/No caminho de Pedro/  “Pedro” Por onde andando nado e ando…/Eu ando sobre pedras/Eu ando sobre as águas/No caminho de Pedro/ “Pedro” o caminho onde pedras no caminho/no caminho/É no caminho de Pedro/ XE “Pedro” No caminho/ É no caminho de pedra/No caminho/É no caminho de Pedro XE “Pedro” no caminho onde pedras no caminho/No caminho/É no mundo de pedra/Eu ando sobre pedras…/No caminho…

A HISTORINHA
Ali eu já pensava no um reunido o dois e etc. A luz usando eclipse e a sombra.
Pedro é o poeta Pedro Raimundo que amava a beira do rio São Francisco em Juazeiro, e que como qualquer um encontra pedras no caminho, mas poeta usa as coisas a seu favor, inclusive as pedras. Pedro sobre as pedras e eu sobre as águaA,.. Pedro não tomava banho no rio, mas eu nadava indo até a Ilha do Fogo que fica no meio entre Juazeiro e Petrolina. Ali nós mandávamos tudo as favas… e pedras no caminho, nós atropelávamos o que cruzasse…

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PSIU!

(Moraes/Galvão)

Psiu!

Você não olha por quê?

Psiu!

Olha pra mim/

Psiu!

Você não olha por quê?

Psiu!

Olha pra mim

O riso

A ginga

A pala

Andam comigo

O riso

A ginga

A pala

Andam comigo

Você me vê de esguelha

Você vermelha lhagalhá

Você me vê de esguelha

Você vermelha lhagalhá

Troque a válvula

Solte o leme

Eu deitado

Ando pacas

Eu só mando na minha

Na minha pessoa

Eu só mando na minha

Na minha pessoa

Eu só mando na minha

Na minha pessoa

E nas pessoas que eu

Que eu mais gosto

E nas pessoas que eu

Que eu mais gosto

Ninguém manda não

Ninguém manda não

Ninguém manda,

Não

Psiu!

Ninguém manda… Não…

A HISTORINHA

No nosso primeiro momento no Rio de Janeiro morávamos no Jardim Botânico na Rua Maria Angélica em um apartamento, e uma das vizinhas era uma senhora de 70 anos, nordestina forte que a mim parece ser prima do nordestino de Euclides da Cunha. Dona Vitória, o nome não me deixa mentir! Tinha humor, amor e coragem. Ela não era de ficar calada diante de uma situação, e gostava dos Novos Baianos, da música e das pessoas. Não tinha estudos, sabia apenas escrever o nome e lia com dificuldade. Afirmo isso porque ela votava e dizia que votou em Getúlio Vargas, Jânio Quadros e Juscelino Kubitschek.

Um dia, falando com Dona Maria sua irmã que quis manda-la fazer alguma coisa e gritou num tom acima dos decibéis, recebeu a seguinte resposta em forma cantarolada: “Eu só mando na minha pessoa…”/(E apontando para nós conclui sua fala) “ …e nas pessoas que eu gosto ninguém manda…”/ ( Deu uma pausa rápida) “…Não”. Na hora eu senti a letra da futura música que começou pelo final. E iniciei-a reclamando com o “psiu” aquele conhecido cale a boca que os senhores do nordeste colocando o dedo polegar esticado na frente da boca usa para calar alguém.

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DE VERA

DE VERA (Música: Moraes/Letra: Galvão)

Estou falando de vera/De Vera e da primavera/Estou falando de Vera/De vera e da primavera/Só me sinto bem quando vem/Quando vem/Vem a primavera/Com os seus passos mansos/Leves/Lentos/Mornos/Para o verão/Ligue os olhos vocês verão/Vocês verão/De Vera/Estou falando de Vera/De vera/De vera da primavera/Só me dá cansaço o passo o laço/Dos olhares côncavos/de palavra mudas/Gastas/Tardes/Mortas/Para o verão/Para viagem/De vê as coisas/As coisas lindas/As coisa primas/Da primavera…

De Vera

A HISTORINHA

Em 69 ainda na Pensão de Dona Maritó fizemos De Vera letra e música ao mesmo tempo. Na época eu acreditava que bebidas e drogas era coisa boa e como estávamos na ditadura, usamos Vera, primavera, prima da primavera, falando de Vera a mulher e de vera a verdade em gíria, tudo para camuflar o tema  com uma linguagem poética cheia de imagens e metáforas para que a censura não nos pegasse pelo pé.  Liguem os olhos, viagem, coisa, eram palavras que empregamos para que os que na época, nós considerávamos careta as entendessem de uma forma e os doidões sacassem o recado. João Araújo que era o nosso patrono, gostou da música e a escolheu para o Festival da Record. Nós queríamos Ferro na Boneca.

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