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Posts Tagged ‘Acabou Chorare’

Show onde o poeta Galvão homenageia a Música Popular Brasileira e um dos maiores coletivos do Brasil: Os Novos Baianos, grupo do qual foi idealizador e letrista.

Suas músicas se tornaram história no Brasil: Acabou Chorare, Besta é Tu, Mistério do Planeta, Suingue do Campo Grande, Menina Dança entre outros grandes sucessos.

Com Luiz Galvão (poesia e canto), Didi Gomes (baixista dos Novos Baianos), Kashi Galvão e Peu Souza (guitarras), Ulisses (violão), Ricardo Pomba (bateria), Rachel Ramos (percussão), Paulo Giron (percussão), Pietro Leal e SOL (vocais) e as participações dos lindos e sonoros Thiago Kalu, Marcelo Nerder (cavaquinho) e Mário Amorim.

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Filhos de João, de Henrique Dantas, venceu o In-Edit 2011, e vai a Barcelona no maior festival do mundo de documentários musicais
Fico feliz com a noticia desse trabalho que vem ganhando o mundo , contando essa  historia onde  eu faco parte , a foto  de um momento filmada la em casa , meu filho Kashi pequeno, hoje com vinte e um anos guitarrista da banda do espetaculo POESIA A LINGUA DE DEUS E MINHA, PORQUE O MUNDO NAO E UMA BOLA, dirigido por Jackson Costa, pronto tambem para girar pelo mundo
O filme Filhos de João, do cineasta baiano Henrique Dantas, foi o grande vencedor do Festival In-Edit Brasil 2011 e agora vai representar a produção cinematográfica brasileira na versão internacional do festival, que acontece em Barcelona (Espanha) entre os dias 28 de outubro e 7 de novembro.

Nos três anos de In-Edit Brasil, essa é a primeira vez que uma produção baiana ganha o prêmio do festival que reúne documentários musicais inéditos no circuito comercial e que este ano aconteceu nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. O filme, que relata a trajetória da banda Novos Baianos, encerra sua participação em festivais da mesma forma que começou: vencendo.

Em 2009, quando estreou no Festival de Cinema de Brasília, o filme de Henrique Dantas ficou com o prêmio do Público. “Agora, a pouco mais de dois meses da entrar em cartaz no circuito comercial, vencemos outra vez. Isso é muito gratificante”, conta o cineasta baiano.

Os Filhos de João mostra a influência de João Gilberto na formação musical dos Novos Baianos, grupo que foi sucesso nacional absoluto nos anos 70 com hits como “Preta Pretinha”, “Brasil Pandeiro” e “Acabou Chorare”. Desde que foi exibido a primeira vez, o documentário já percorreu dezenas de festivais e amostras no Brasil e no exterior e, em breve, estará nas telonas de 10 capitais brasileiras para o público em geral.

“A data para a estreia do filme em circuito comercial ainda está sendo discutida com a distribuidora, mas certamente se dará entre julho e agosto deste ano”, garante Henrique Dantas.

Página do filme baiano no festival: http://in-edit-brasil.com/2011/archives/2057

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  • Lucas Nobile – O Estado de S.Paulo

Considerado por muitos como um dos discos mais importantes da música popular brasileira, Acabou Chorare, dos Novos Baianos – que chega amanhã às bancas em relançamento pela Grande Discoteca Brasileira Estadão -, esteve perto de ser um dos grandes fiascos da história.

 

Em 1972, três anos depois de seu disco de estreia, Ferro na Boneca, o grupo baiano já havia deixado sua terra natal para se instalar em um apartamento em Botafogo, no Rio. Em solo carioca, por precipitação – e falta de tato -, quase viram aquele que se tornaria seu álbum antológico ser arruinado. Por sugestão de Nelson Motta, eles gravaram todas as faixas de Acabou Chorare, na casa de Jorge Karan, apenas em dois canais, com poucos instrumentos, de maneira rasteira. A gravadora queria lançar o disco mesmo assim, mas Os Novos Baianos bateram o pé. “Nós não gostamos do resultado, não aceitamos que fosse lançado daquele jeito e rompemos com a Polygram. Aquilo ia estragar o disco. Aí, o pai do Cazuza (João Araújo), que era dono e diretor da Som Livre, nos ofereceu a produção digna que o álbum merecia”, conta Luiz Galvão.

O encarregado da tarefa foi Eustáquio Sena, figura importante para viabilizar toda a loucura inventiva proposta pelo grupo na realização do LP, extremamente moderno até hoje. Atualmente, bandas tentam imitar, mas não passam nem perto da criatividade e da pegada de Moraes Moreira, Pepeu Gomes, Baby do Brasil, Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão, Jorginho Gomes, Dadi Carvalho, Baixinho e Bolacha.

O toque de João. Com arranjos de Pepeu Gomes e Moraes Moreira, e os temas assinados por Galvão (todos em parceria com Moreira, além de Paulinho Boca de Cantor, em Swing em Campo Grande, e Pepeu, em Besta É Tu), com exceção à faixa que abre o disco, Brasil Pandeiro (de Assis Valente), Acabou Chorare tinha tudo para seguir a mesma linha de Ferro na Boneca. “Nós vimos o tropicalismo de Gil e Caetano e acreditamos que era possível criar algo novo”, diz Galvão.

A novidade citada foi composta por ele e por Moreira a toque de caixa. Eram temas como Tinindo Trincando, Besta É Tu, Bilhete pra Didi, A Menina Dança e Mistério do Planeta.

Além da onda tropicalista, a grande influência foi exercida por João Gilberto. “Em 1972, ele havia chegado dos Estados Unidos e eu levei Baby, Moraes e Paulinho para conhecerem o João. Ele deu dicas de respiração e disse que a gente precisava voltar para o caminho de casa”, lembra Galvão, referindo-se ao conselho para que fizessem um disco menos roqueiro do que Ferro na Boneca e mais brasileiro.

O título da música, que também batiza o LP, carrega a famosa história contada por João após o fim do berreiro de sua filha Bebel Gilberto. O que pouca gente sabe é a origem do tema. “Eu estava com nosso agente e uma abelha sentou na minha mão. À noite, outra abelha pousou novamente em mim e eu disse: “essa abelha já esteve comigo hoje”. Todo mundo pensou que eu estava louco. Liguei para o João. Contei a ele, que também estava falando sobre abelhas com o Capinan. Eu disse: “ela faz mel”. Ele respondeu: “e zum-zum”. Pedi permissão e incluí na música”, conta Galvão sobre a inspiração viajante.

OS NOVOS BAIANOS
ACABOU CHORARE
R$ 14,90



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