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Posts Tagged ‘Carnaval’

Mistério do Planeta  

A historia

em misterio do planeta falávamos do nosso momento irreverente, contestatório, com encontros quase a toda hora, dando e recebendo conhecimento e abobrinha. sempre me perguntam o que vem a ser “o tríplice mistério do stop”. e respondo que era tríplice por ser três, sendo um porque nós estávamos mesmo passando e sendo – dois por sermos bola pra frente para não ficarmos no desejo, e três a fé em deus  que assistia, porque já sabíamos que deus fica na dele, e nos dá liberdade para erramos e acertarmos…

Tudo esta criado, Novos Baianos esta ai a obra feita inteira, da massa de um momento unico de excelencia da criatividade , participando do processo evotutivo na historia da musica e poesia, não tivemos peito e garra para acompanhar esse movimento de crescimento e vitorias, hoje seriamos uma banda destaque nesse universo onde trilha joao gilberto e  Rolling Stones,  somos brasileiros, inventamos o avião e hoje compramos teco-teco importado e ate falsificado, as circunstancias em que a midia cultiva o imperio do descartavel não me interessa , fico vendo o carnaval passar literalmente repleto de pagodes, arrochas, axes e sertanejos gospel romanticos, musicas marketeiras, publicitarios arteiros, uma esculhambação geral, eu ia lhe chamar e te chamo porque a barca da inpiração não correu, nem acabou, a arte é eterna acompanha o espirito , existo e penso , escrevendo sem procurar editora  vou publicando aqui nesse blog cada memoria , lembranças de como fiz as letras de como tudo aconteceu, estou aqui querendo aprender pra ser melhor. mesmo que reunas 
todas as árvores e pássaros em revoada 
para a matutina alvorada
e exija-lhes silêncio
falando alto acima dos decibéis s
ou suave pluma 
como um beija-flor parado no ar  
não conseguiras calar  
tão afinados bicos
 porque árvores e pássaros 
não cantam por vaidade, profissão 
nem para males espantar  
o fazem apenas pelo prazer 
de estar em sintonia
com a alegria 
do dia ao alvorecer 
ainda que tivessem
 a fala, a flor da língua 
aves e pássaros não contariam 
o que queres tu saber 
e até se acuados por cães ferozes 
rowtivailers , pitibus e buldogues
“au-au-au”
e submetidos a cpi
das espingardas e badogues
 não soltariam uma só palavra 
por suas cabeças
 não passam pensamentos
e não têm nada a ver
 com julgamentos
 nem com os badalados
pingos nos is
 não sabem quantas penas têm no corpo
 nem quantas unhas no pé 
por isso suas penas lhes aquecem ao frio 
bem diferentes das tuas 
que ardem, queimam e te consomem 
essas tuas penas também são minhas
 pois as conheço “ipse lítere”
e além pele-pele-pele pelé 
mas mesmo assim 
saúdo-as e saldo-as
 uma a uma 
na boca do caixa 
trocado em miúdos 
no guichê do banco 
e como um abnegado jumento 
as carrego ao destino e a dor 
levando a carga e o montador
“ran-ran-ran!“
mas o providencial canto em dueto
de asa branca e pássaro preto
 percorre a mesma rota das canções 
e chega via ouvidos 
são nossos corações
e nós se andássemos não sobre
mas nos trilhos, 
poderíamos ser melhores pais e filhos
e saberíamos acima de tudo 
amar.

letra: galvão/ música: moraes

vou mostrando como sou/ vou sendo como posso/jogando meu corpo no mundo/andando por todos os cantos/e pela lei natural dos encontros/eu deixo e recebo um tanto/e passo aos olhos nus ou vestidos de lunetas/passado/presente/participo/sendo o mistério do planeta/o tríplice mistério do stop/que eu passo por e sendo ele/no que fica em cada um/no que sigo o meu caminho/e no ar que fez e assistiu/abra um parênteses/não esqueça/que independente disso/eu não passo/de um malandro/de um moleque do brasil/ que peço e dou esmolas/mas ando e penso sempre/com mais de um/por isso ninguém vê minha sacola…

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No Thecotheco (Moraes: música/Galvão: letra)

No trio elétrico no paralelepípedo/Na ponta do pé no jeito/ do corpo/Na cara no rosto/No trio elétrico no paralelepípedo/No theco/Theco/Theco/ /Theco/Theco/Theco/Theco/Em meio a tudo isso/É carnaval eu ganhei você/Que não soube se esconder/Caiu, pulando, pulando sem pensar/Três dias de amor não dá/Pro resto do ano pegue os seus panos/Vamos viver de folia.

       

A HISTORINHA

Eu sempre sonhei formando uma família. O sonho foi interrompido lá em Juazeiro, e pra não perder a viagem fiz essa letra, daí o final “… Peque seus panos e …” “O vamos viver de folia” fica por conta da minha viagem , pra não dizer dizendo vacilação carnavalesca coisa do passado. Interessante mesmo foi o achado do Tcheco – Tcheco que o bater dos pés das pessoas, dentro do ritmo, no paralelepípedo.

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