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Posts Tagged ‘João Gilberto’

Novos Baianos , essa panela musicultural que vem da sanfona Gonzaga, violão Dorival, pandeiro Jackson, um tangolete Cabaré, porque não? e da um disco latinoamerica e na boca da caçapa  chega Joao nos mostrando a luz que clareia o caminho de volta pra nossa aldeia afinando as cordas num tempo de  festa e Brasil

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Mistério do Planeta  

A historia

em misterio do planeta falávamos do nosso momento irreverente, contestatório, com encontros quase a toda hora, dando e recebendo conhecimento e abobrinha. sempre me perguntam o que vem a ser “o tríplice mistério do stop”. e respondo que era tríplice por ser três, sendo um porque nós estávamos mesmo passando e sendo – dois por sermos bola pra frente para não ficarmos no desejo, e três a fé em deus  que assistia, porque já sabíamos que deus fica na dele, e nos dá liberdade para erramos e acertarmos…

Tudo esta criado, Novos Baianos esta ai a obra feita inteira, da massa de um momento unico de excelencia da criatividade , participando do processo evotutivo na historia da musica e poesia, não tivemos peito e garra para acompanhar esse movimento de crescimento e vitorias, hoje seriamos uma banda destaque nesse universo onde trilha joao gilberto e  Rolling Stones,  somos brasileiros, inventamos o avião e hoje compramos teco-teco importado e ate falsificado, as circunstancias em que a midia cultiva o imperio do descartavel não me interessa , fico vendo o carnaval passar literalmente repleto de pagodes, arrochas, axes e sertanejos gospel romanticos, musicas marketeiras, publicitarios arteiros, uma esculhambação geral, eu ia lhe chamar e te chamo porque a barca da inpiração não correu, nem acabou, a arte é eterna acompanha o espirito , existo e penso , escrevendo sem procurar editora  vou publicando aqui nesse blog cada memoria , lembranças de como fiz as letras de como tudo aconteceu, estou aqui querendo aprender pra ser melhor. mesmo que reunas 
todas as árvores e pássaros em revoada 
para a matutina alvorada
e exija-lhes silêncio
falando alto acima dos decibéis s
ou suave pluma 
como um beija-flor parado no ar  
não conseguiras calar  
tão afinados bicos
 porque árvores e pássaros 
não cantam por vaidade, profissão 
nem para males espantar  
o fazem apenas pelo prazer 
de estar em sintonia
com a alegria 
do dia ao alvorecer 
ainda que tivessem
 a fala, a flor da língua 
aves e pássaros não contariam 
o que queres tu saber 
e até se acuados por cães ferozes 
rowtivailers , pitibus e buldogues
“au-au-au”
e submetidos a cpi
das espingardas e badogues
 não soltariam uma só palavra 
por suas cabeças
 não passam pensamentos
e não têm nada a ver
 com julgamentos
 nem com os badalados
pingos nos is
 não sabem quantas penas têm no corpo
 nem quantas unhas no pé 
por isso suas penas lhes aquecem ao frio 
bem diferentes das tuas 
que ardem, queimam e te consomem 
essas tuas penas também são minhas
 pois as conheço “ipse lítere”
e além pele-pele-pele pelé 
mas mesmo assim 
saúdo-as e saldo-as
 uma a uma 
na boca do caixa 
trocado em miúdos 
no guichê do banco 
e como um abnegado jumento 
as carrego ao destino e a dor 
levando a carga e o montador
“ran-ran-ran!“
mas o providencial canto em dueto
de asa branca e pássaro preto
 percorre a mesma rota das canções 
e chega via ouvidos 
são nossos corações
e nós se andássemos não sobre
mas nos trilhos, 
poderíamos ser melhores pais e filhos
e saberíamos acima de tudo 
amar.

letra: galvão/ música: moraes

vou mostrando como sou/ vou sendo como posso/jogando meu corpo no mundo/andando por todos os cantos/e pela lei natural dos encontros/eu deixo e recebo um tanto/e passo aos olhos nus ou vestidos de lunetas/passado/presente/participo/sendo o mistério do planeta/o tríplice mistério do stop/que eu passo por e sendo ele/no que fica em cada um/no que sigo o meu caminho/e no ar que fez e assistiu/abra um parênteses/não esqueça/que independente disso/eu não passo/de um malandro/de um moleque do brasil/ que peço e dou esmolas/mas ando e penso sempre/com mais de um/por isso ninguém vê minha sacola…

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Dia 22 de setembro faremos mais um show dessa alegre temporada  , trabalhar com essa nova geração é agradável e surpreendente . presenciar a explosão de talentos que nasce a cada momento, estar em meio aos filhos que de repente convidam os amigos e cantam e tocam  festejando a vida esses netos de João herdeiros de Novos Baianos, a historia continuando, com graça samba no gogo, brilhando Sol, Pedros,  Pablo, Pietro, Lane, Samba das Moças, Didi Gomes regendo, fazendo escola, o santamarence Ulisses, Pomba batera, Eli percursa, Bigu na assistencia e palcos, filhos Kashi e Lahiri mostrando pra que veio, Peu voltando e mais e mais …

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Há certas coisas que eu não entendo ainda. Um paulista chegado meu, e que conviveu comigo nos momentos de São Paulo, teve a sorte de chegar na mesma hora que João Gilberto ia entrando para o local do show e também a providencial lembrança que tocou a sensibilidade de João, quando gritou “João Gilberto! E o artista, que alguns desenformados e pré-julgadores inconvenientes imaginam esnobe, respondeu cordialmente: “Oi !” E o meu amigo paulista continuou sua fala: “Eu sou amigo de Galvão.” Com isso João perguntou se ele estava indo para o show. Ele respondeu que não encontrara mais ingresso. João o convidou para entrar com ele e ainda lhe deu carona no carro que a produção mandou para levá-lo ao teatro. Que raríssimo presente!

Tempos depois, soube que o presenteado contou ter gostado do show mas não ficou satisfeito com a atitude de João quando ele, lá naquele momento da entrada do teatro, quis despedir-se estendendo a mão mas foi surpreendido com João negando-se a participar do toque de mão e dizendo “Não é nada de mais não… É que sua mão deve ter algum suor, e eu já vou entrar para tocar e as cordas exigem minhas mãos enxutas.”

Desenho de Ruy Carvalho, talento Juazeirence

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Não se pode falar da passagem do rio S. Francisco em Juazeiro sem incluir Petrolina. As duas cidades formam mais que um par romântico, seja na dança clássica, na gafieira ou na poeira de um terreiro de forró; seja como uma dupla arrasadora de área, no bom sentido de ataque ao gol, ou até como um casal dito perfeito de mãos dadas ao luar. Vejo-as dois pensamentos diversos, dois ângulos opostos de um mesmo vértice. Distintas são, cada uma no seu argumento, no seu talento. Juazeiro ganha em arte, é claro, porque deu João Gilberto; e Petrolina, em progresso, pela organização de seus construtores. Ë o lazer e o trabalho se completando. Memória e pensamento habitando a mesma cabeça. Como hoje é sabido, lazer é trabalho feito para divertir, vira combustível para sensibilizar corações, da mesma forma que trabalho vira lazer quando se faz o que se gosta. E é aí que as duas cidades completam a paisagem que margeia o rio em cujas águas João Gilberto nadou entre os peixes, atirou pedrinhas em sua superfície e colheu inspiração para a música Undiú.

O título original de Undiú é Lamento da Morte de Dalva na Beira do Rio São Francisco, em Juazeiro. Foi composta no final dos anos 50 para integrar a trilha-sonora Seara Vermelha. O filme, baseado no romance de mesmo título de Jorge Amado, foi dirigido por Alberto D’Aversa em 1963. D’Aversa, um italiano que se radicou em São Paulo e trabalhou no Teatro Brasileiro de Comédia, chamou o maestro Moacir Santos para fazer a trilha-sonora. Ele pôs Lamento da Morte de Dalva no filme, João Gilberto a gravou, com o título de Undiú, no seu álbum de 1973. Eu estava la de olho acompanhando o elenco hospedado no predio dos correios.

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Filhos de João, de Henrique Dantas, venceu o In-Edit 2011, e vai a Barcelona no maior festival do mundo de documentários musicais
Fico feliz com a noticia desse trabalho que vem ganhando o mundo , contando essa  historia onde  eu faco parte , a foto  de um momento filmada la em casa , meu filho Kashi pequeno, hoje com vinte e um anos guitarrista da banda do espetaculo POESIA A LINGUA DE DEUS E MINHA, PORQUE O MUNDO NAO E UMA BOLA, dirigido por Jackson Costa, pronto tambem para girar pelo mundo
O filme Filhos de João, do cineasta baiano Henrique Dantas, foi o grande vencedor do Festival In-Edit Brasil 2011 e agora vai representar a produção cinematográfica brasileira na versão internacional do festival, que acontece em Barcelona (Espanha) entre os dias 28 de outubro e 7 de novembro.

Nos três anos de In-Edit Brasil, essa é a primeira vez que uma produção baiana ganha o prêmio do festival que reúne documentários musicais inéditos no circuito comercial e que este ano aconteceu nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. O filme, que relata a trajetória da banda Novos Baianos, encerra sua participação em festivais da mesma forma que começou: vencendo.

Em 2009, quando estreou no Festival de Cinema de Brasília, o filme de Henrique Dantas ficou com o prêmio do Público. “Agora, a pouco mais de dois meses da entrar em cartaz no circuito comercial, vencemos outra vez. Isso é muito gratificante”, conta o cineasta baiano.

Os Filhos de João mostra a influência de João Gilberto na formação musical dos Novos Baianos, grupo que foi sucesso nacional absoluto nos anos 70 com hits como “Preta Pretinha”, “Brasil Pandeiro” e “Acabou Chorare”. Desde que foi exibido a primeira vez, o documentário já percorreu dezenas de festivais e amostras no Brasil e no exterior e, em breve, estará nas telonas de 10 capitais brasileiras para o público em geral.

“A data para a estreia do filme em circuito comercial ainda está sendo discutida com a distribuidora, mas certamente se dará entre julho e agosto deste ano”, garante Henrique Dantas.

Página do filme baiano no festival: http://in-edit-brasil.com/2011/archives/2057

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  Lembro, qual fosse hoje que, nas poucas vezes em que ele apareceu para o público, os olhos da cidade saíam da expectativa para vê-lo em pessoa e, com a precisão de uma câmara fotográfica registrando o momento para guarda-lo na memória. Vou dar detalhes para esclarecer: Uma vez ele foi à barbearia que ficava na rua d’Apolo, que é a rua principal da cidade, combinar com alguém (não sei se foi com  “Seu Né do Vasco”,  Tonda ou seu xará  João, oproprietário) para cortar-lhe o cabelo em sua casa. A porta da barbearia ficou lotada e, no bilhar de Rodolfo, que ficava em frente, os jogadores de todas as mesas pararam os jogos e vieram juntar-se às pessoas que estava agrupadas na porta da barbearia para ver João Gilberto, o cantor de Juazeiro, filho de Dona  Patu.  Na segunda vez, ele reapareceu numa loja de disco cujo nome, salvo engano, era Credilar ou Noralar. O público entrou na loja e do lado de fora tinha mais gente que na porta da barbearia. Ele pediu para o gerente da loja colocar na vitrola um disco de  Stan Kenton  e mostrou uma faixa para um amigo seu que ,  Walter Sousa (hoje  Walter Santos compositor de  “Azul Contente”  “e Edésio Santos, um violonista da cidade que tinha forte influência sua.

               A mais significativa aparição foi quando chegou ao Cine São Francisco com “Astrud Gilberto”. Faltavam mais ou menos uns 10 minutos para iniciar a projeção, quando o casal entrou. Todos os olhares voltaram-se para os dois artistas, embora “Astrud Gilberto”Astrud ainda cantasse apenas na intimidade. Juazeiro tem seu charme e as pessoas de pé aplaudiram e João, como se estivesse em um show, levantou-se e fez aquele agradecimento tradicional.

         Quando foi lançada aquela série de lendas  no livro sobre bossa nova, eu estava como diretor do Centro de Cultura João Gilberto, lá em Juazeiro, e uma pessoa me disse: “Galvão, se  esse tal mentiroso cair na besteira de vir a Salvador  e eu souber, mando furar os olhos dele.” Por isso, acho bom que não venha, porque  mesmo sendo força de expressão da pessoa  magoada, e não chegue a tanto nem é  nosso  desejo, mas pelo que eu conheço das ações e reações do povo da minha cidade, uma surra ele está sujeito a levar. Lá o pessoal bate é com folha de urtiga e pau de pinhão. Lembro de  quando eu era menino e passava as férias na roça do meu  avô em Carnaíba, distrito de Juazeiro, que havia  um senhor muito respeitado, casado com uma  senhora seriíssima, daquelas que a gente mete a  mão no fogo para atestar a sua fidelidade ao marido. Eles tinham quatro filhos e todos eram muito parecidos com ele. Aconteceu que ele precisou fazer uma cirurgia para retirar um testículo e depois disso sua mulher lhe deu mais um filho. Esse então era a cara dele sem tirar nem botar ou falando na linguagem da roça: Cara de um focinho do outro.  Mesmo assim, um compadre quis brincar com ele e com homem de Juazeiro não se caçoa, nem tira onda. Olha só vacilo do camarada ao falar “Compadre, esse menino que a comadre teve agora é seu mesmo? Você não tem mais dois  ovos…” O homem ficou furioso, pegou um facão, mas para não matar não usou a lâmina, só as laterais que na região é chamada pano de facão e deu uma surra de fazer dó no atrevido. Eu fico imaginando que todo o cuidado é pouco para quem anda procurando ser cordial e ético imagine para quem anda ofendendo atoa aos outros e até a quem não conhece? Cuidado…

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