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Posts Tagged ‘Marcos Lázaro’


Eu não cantava, embora quando ainda morava em Juazeiro o fizesse dentro e até fora do banheiro mas, não era músico e apenas me reservei fazer as letra se a direção do grupo, além de dar a maioria das entrevistas porque o pessoal preferia dedicar-se ao trabalho musical, deixando esse pepino para mim, que tinha de explicar a filosofia do grupo: daí ser chamado de mentor intelectual do grupo. Representando tudo isso, e distante da sua concepção de arte, não poderia ser entendido com facilidade pela cabeça empresarial de Marcos Lázaro mas, para felicidade nossa havia um baianos na equipe dele, o Antonio Carlos, que tentava convencê-lo. Entre os músicos e mais artistas da área, rola sempre a piada do pandeirinho. Eu gostava bem quando contada pelo saudoso Pedrinho Batera, ex-Som Nosso de Cada Dia. Ele começa com Dom Marcos recebendo das mãos do tesoureiro das mãos do tesoureiro as contas dos extras do hotel. E Pedrinho imitava a voz de Marcos Lázaro com seu sotaque de gringo falando em português comum toque espanhol:Esse Galvon faz o que? Tá aqui assinado por ele seis sorvetes. 15 agua de coco, 10 castanhas, o que ele fa?” E fazia também o Antonio Calos explicando em baianês*: Bem, ele faz as letras das músicas, e a direção artística”. Dom Marcos já vermelho: “Quero saber no palco, Qual o instrumento dele?”Antonio Carlos: Ele é o mentor intelectual do grupo, e faz a direção atuando no palco, que é a novidade agora aqui e no exterior. Dom Marcos: “O instrumento? Eu quero saber o instrumento”. Nosso defensor mais que, já meio desanimado: “Ele não toca instrumento nenhum”. Dom Marcos: “Nem um pandeirinho?”

 

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Ao encontrarmos com João Araújo em São Paulo mostramos as duas músicas nascidas recente e contamos a história vivida no ônibus. Ele depois de rir a beça falou: “a primeira das surpresas que falei é que vocês vão colocar uma música no Festival da Record e a segunda vamos encontrar agora com Marcus Lázaro para assinar contrato com ele. Sugerimos Ferro Na Boneca mas, João Araújo falou para botarmos De Vera que além de linda é uma música doce, no momento o Brasil está precisando disso.

Assinamos com Marcos Lázaro que era o maior empresário da MPB, e Monica Lisboa sobrou no lance mas, foi importante pela dica da introdução da cantora ao grupo. Marcos Lázaro nos hospedou no Hotel Paramount que ficava no centro da cidade, e lá moravam vários artistas e entre ele o grande Orlando Silva, que nos anos 50 fora chamado o Cantor das Multidões. Um dia me aproximei e disse ser amigo e conterrâneo de João Gilberto, que me falara ter sido, ele Orlando quem o influenciara, e não os que algumas pessoas da imprensa falam. Essa verdade sobre a Bossa de João, eu constatei alguns anos depois quando visitei o artista plástico e maior colecionador e discos da MPB, meu conterrâneo o juazeirense Miécio Café que me disse que João quando chegou da Bahia ia sempre a sua casa para ouvir música e só ouvia Orlando Silva. Ele deu uma risadinha rápida e discreta, e voltou ao sério e se despediu entrando no elevador. Sofri naquele momento por ver que o cantor de maior sucesso na minha adolescência, se tornara um homem triste.

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