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Posts Tagged ‘MORAES’

Existia um programa de baixo nível porém, de grande audiência o Quem tem Medo da Verdade. O primarismo e a indiscrição imperavam. Nós demos um banho, respondendo a todas as loucuras dos interlocutores, com músicas que tratavam nos seus textos dos assuntos perguntados. Um, que era terrível e engraçado, que depois foi juiz de futebol e agora comentarista esportivo e famoso pelas gaiatices (como “Pelo amor dos meus filhinhos”), o Sílvio Luis, naquela ocasião teve a cara de pau de perguntar: “Nós somos daqui, todo mundo sabe, e vocês chegaram como bichos sem pai e nem mãe. Eu sou Sílvio, ele Tércio, ali está o Carlos Manga, e você, quem são? E a que vieram?” Nossa resposta foi chocante: cantamos uma música inédita, parceria minha com Moraes, feita para nossas mães Dona Nita, a de Moraes, e Dona Helena, a minha.


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Daquela casa, uma das lembranças mais significativas foi a desse balanço acrobático mostrado acima. Vocês podem comprovar pela fotografia a vida de criança que tínhamos quando parávamos as atividades de rua e os ensaios em casa para brincarmos de balanço. Pode alguém argumentar que tal brincadeira não é tão fascinante assim mas, a foto não mente. Nossos balanços estavam armados no alto de dois ciprestes italianos. Era só passar o cinto de segurança improvisado e voar, com a ajuda de alguém que empurrava o passageiro para o balanço ganhar velocidade. Estes funcionavam no ar como se fossem naves espaciais de parque de diversões. Não mostrei ainda o perigo e a emoção que tais brinquedos proporcionavam tanto para os balançados como para os que assistiam a cena. Eu só experimentei uma vez.
Imagine uma casa que ia de uma rua a outra, tendo sua parte principal, onde ficava instalado um balanço, em frente ao cemitério, enquanto o portão dos fundos ia dar numa rua embaixo, em função do declive acentuado do terreno. Em determinado momento passava um ônibus pela rua de baixo e o balanço que vinha da rua de cima sobrevoava o ônibus para espanto e gozo dos passageiros. O tripulante do balanço chegava quase a se esporrar de felicidade. Imagine se uma corda daquelas, por mais nova e testada que fosse, viesse a quebrar? Valeu pelo real e pelo temporal que foram aqueles dias, de outra infância que o tempo não conseguiu apagar.

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Galvão do Novos Baianos F. C. disputando a bola
com Cristiano do time de Ipanema

Tínhamos dois campos, ou melhor, dois gramados. O pequeno, do tamanho de uma quadra de futebol de salão, ficava na entrada do sítio. O outro, com dimensões oficiais da FIFA, que pertencia ao Guanabara Esporte Clube de Jacarepaguá, nós alugávamos constantemente. Gozávamos das graças da diretoria, éramos amigos do presidente Arnaldo. Esse campo tem uma origem interessante: Arnaldo era enfermeiro de um hospital de doentes mentais, portanto, de família classe média mas, que nascera ali no pedaço, por isso ficara proprietário de uma grande área da pouca valorização quando adquirida. Ele, como líder da família, convenceu os membros proprietários a doarem ao Esporte Clube Guanabara, que fora fundado por eles a área de 30 mil metros quadrados.
No primeiro dia de Luis Melodia jogando no baba do sitio, os flamenguista, Moraes,Pepeu e Baby jogaram vestidos de Flamengo, mas depois do baba rolou música, e a rivalidade entre os torcedores dos dois times rivais ficou minimizada no computador da amizade que perdura entre todos nós e Melodia.

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