Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘Preta Pretinha’

Show onde o poeta Galvão homenageia a Música Popular Brasileira e um dos maiores coletivos do Brasil: Os Novos Baianos, grupo do qual foi idealizador e letrista.

Suas músicas se tornaram história no Brasil: Acabou Chorare, Besta é Tu, Mistério do Planeta, Suingue do Campo Grande, Menina Dança entre outros grandes sucessos.

Com Luiz Galvão (poesia e canto), Didi Gomes (baixista dos Novos Baianos), Kashi Galvão e Peu Souza (guitarras), Ulisses (violão), Ricardo Pomba (bateria), Rachel Ramos (percussão), Paulo Giron (percussão), Pietro Leal e SOL (vocais) e as participações dos lindos e sonoros Thiago Kalu, Marcelo Nerder (cavaquinho) e Mário Amorim.

Read Full Post »


Com esse espetáculo inaugurando direção artística de Jackson Costa e musical.poesia, musica e esquetes teatrais apresentados por Galvão, acompanhado por uma banda que tem os músicos: Guitarrista Káshi Galvão, baixista Didi Gomes, baterista Ricardo Pomba, vocalistas Pietro Leal e Sol, e os atores Bigu, Cecéu e Lahiri Galvão, Ulisses violão destaque.

Aconteceu no Pelourinho no dia 30 de junho, quinta-feira passada, ás 21 horas, com a Praça lotada e o público empolgado cantando junto os sucessos dos Novos Baianos, que rolaram e aplaudiram também as músicas inéditas desse novo trabalho solo.

Após o Show as pessoas da plateia comentaram e pediram a repetição do mesmo em outras semanas.

Queremos levar Poesia É A Língua de Deus, e minha, por mares nunca dantes navegados por esse aprendiz de marinheiro surpreso com a dimensão do alcance de Dê um Rolê , Mistério do Planeta A Menina dança , Preta Pretinha e outras entoadas num jovem de agora que pareciam aqueles mesmos do anos setenta eternizando Hits, revelando a atualidade da arte sempre no presente.e eu participo sendo.

Read Full Post »

Em 1990 eu estava dirigindo o Centro Cultural João Gilberto um órgão estadual em Juazeiro da Bahia, uma peça de teatro que escrevi, trabalhei de ator ao lado da atriz Regina Dourado, conhecida nacionalmente e dos atores de Salvador Frieda Gutmman e Carlos Queixo os locais Paulão e Odomaria. São Francisco Help foi dirigida por Paulo Dourado e encenada lá em Juazeiro.

A musica tema do espetáculo, fiz inaugurando uma parceria com Geraldo Azevedo, acaba de chegar ao mercado, através da gravadora Biscoito Fino, o CD intitulado “Salve São Francisco” . Nesse trabalho temático, Geraldo lança luzes sobre o rio que aprendeu a conviver e a respeitar desde criança. Gravado entre 2008 e 2009, somente agora o produto está sendo lançado e esse trabalho vem em muito boa hora quando a outrora tão discutida transposição do Velho Chico parece ter sido de certa forma esquecida pela mídia. Composto por doze canções, o CD vem recheado de participações especiais. Cada uma das faixas traz um artista diferente, com exceção de “São Francisco Help” (de Geraldo em parceria com Galvão) que conta com a presença de cinco dos convidados. E em especial Ivete Sangalo com quem ainda menina em juazeiro, marcou sua presença somando comigo no palco abrindo um Show de Geraldinho, cantando Preta Pretinha , e A Menina Dança. Me encanta também escutar a doce Fernanda Takai e Djavan.

Geraldo Azevedo segue na estrada, desta feita cantando o rio da integração nacional. Sua trajetória musical é marcada pela sinceridade e coerência. Vale a pena conhecer!


Read Full Post »

Filhos de João, de Henrique Dantas, venceu o In-Edit 2011, e vai a Barcelona no maior festival do mundo de documentários musicais
Fico feliz com a noticia desse trabalho que vem ganhando o mundo , contando essa  historia onde  eu faco parte , a foto  de um momento filmada la em casa , meu filho Kashi pequeno, hoje com vinte e um anos guitarrista da banda do espetaculo POESIA A LINGUA DE DEUS E MINHA, PORQUE O MUNDO NAO E UMA BOLA, dirigido por Jackson Costa, pronto tambem para girar pelo mundo
O filme Filhos de João, do cineasta baiano Henrique Dantas, foi o grande vencedor do Festival In-Edit Brasil 2011 e agora vai representar a produção cinematográfica brasileira na versão internacional do festival, que acontece em Barcelona (Espanha) entre os dias 28 de outubro e 7 de novembro.

Nos três anos de In-Edit Brasil, essa é a primeira vez que uma produção baiana ganha o prêmio do festival que reúne documentários musicais inéditos no circuito comercial e que este ano aconteceu nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. O filme, que relata a trajetória da banda Novos Baianos, encerra sua participação em festivais da mesma forma que começou: vencendo.

Em 2009, quando estreou no Festival de Cinema de Brasília, o filme de Henrique Dantas ficou com o prêmio do Público. “Agora, a pouco mais de dois meses da entrar em cartaz no circuito comercial, vencemos outra vez. Isso é muito gratificante”, conta o cineasta baiano.

Os Filhos de João mostra a influência de João Gilberto na formação musical dos Novos Baianos, grupo que foi sucesso nacional absoluto nos anos 70 com hits como “Preta Pretinha”, “Brasil Pandeiro” e “Acabou Chorare”. Desde que foi exibido a primeira vez, o documentário já percorreu dezenas de festivais e amostras no Brasil e no exterior e, em breve, estará nas telonas de 10 capitais brasileiras para o público em geral.

“A data para a estreia do filme em circuito comercial ainda está sendo discutida com a distribuidora, mas certamente se dará entre julho e agosto deste ano”, garante Henrique Dantas.

Página do filme baiano no festival: http://in-edit-brasil.com/2011/archives/2057

Read Full Post »

PRETA PRETINHA

Preta Pretinha

moraes/galvão

Enquanto eu corria assim eu ia

Lhe chamar enquanto corria a barca

Lhe chamar enquanto corria a barca

Lhe chamar enquanto corria a barca

Por minha cabeça não passava

Só somente só

Assim vou lhe chamar

Assim você vai ser

Só, só  somente só

Assim vou lhe chamar

Assim você vai ser

Só  somente só

Assim você vai ser

Laiá-lará-lalalará-Lairá

Preta preta pretinha

Preta preta pretinha

Preta preta pretinha

Preta preta pretinha

EU IA LHE CHAMAR

Enquanto corria a barca

EU IA LHE CHAMAR

Enquanto corria a barca

EU IA LHE CHAMAR

Enquanto corria a barca

Lhe chamar

Enquanto corria a barca

EU IA LHE CHAMAR

Enquanto corria a barca

Lhe chamar

Abre a porta e a janela

e vem ver o sol nascer

Abre a porta e a janela e vem ver o sol nascer

Eu sou um pássaro que vivo avoando

Vivo avoando sem nunca mais parar

Ai ai ai ai saudade não venha me matar

Ai ai ai ai saudade não venha me matar

Eu ia lhe chamar enquanto corria a barca

Eu ia lhe chamar enquanto corria a barca

A minha versão sobre a inspiração de “Preta Pretinha” tem que acoplar todas essas histórias e admitir todas as musas, além da que serviu de pivô, apertando o botão que deve ter provocado a explosão da música. Foi mais ou menos assim: uma jovem combinou comigo para que eu fosse a Niterói conhecer seu pai e, na volta, ela viria morar comigo no apartamento dos Novos Baianos, em Botafogo. Pegamos a barca, conheci o pai dela, mas, na volta, ela se arrependeu e voltou para o seu namorado. À noite, escrevi a letra sob o impacto desse insucesso e, na certa, o subconsciente deu uma panorâmica em todas as minhas histórias de amor.

Quando escrevi a frase “Por minha cabeça não passava só, somente…” me lembrei de Socorrinho  “Socorrinho” , a minha namorada de Juazeiro no período 61-65, e coloquei: “só somente só”, em homenagem ao bonito que fora aquele amor juvenil, que ficou registrado nos anais de fofoca da cidade. E pensei: Juazeiro vai dizer que eu fiz essa música para Socorrinho, quando na verdade foi uma longa história recheada de musas. A cidade foi além e, quando vou a Juazeiro, várias pessoas que participaram daquele passado, ou os seus filhos, que ouviram das suas bocas, e com os corações transbordando saudosismo, me perguntam: “E Preta Pretinha?” Eu inocentemente respondo: “Está tocando no rádio”. No entanto, aquele tipo de juazeirense não é fácil e revive a história: “Não, eu estou perguntando é por Socorro, a filha de Amelinha . Os juazeirenses não deixam de ter razão, porque eu, em momento algum, guardei a mínima dose de mágoa de Socorrinho, porque naquela separação desagradável sempre admiti ter havido falhas de ambas as partes. O que ficou de negativo foi o descrédito com relação à fidelidade, e passei a namorar apenas para praticar sexo e descartei a ideia de ter uma mulher junto de mim, mas Socorrinho era sempre, no fundo do meu coração, uma boa lembrança. Isso durou um tempo, até que surgiu  “Janete” , o amor que me fez mudar de ideia e resolvi não só dividir com ela a cama, mas também ter filhos. A coisa mudou tanto que nós estamos juntos, interando 27 anos.

Read Full Post »

  • Lucas Nobile – O Estado de S.Paulo

Considerado por muitos como um dos discos mais importantes da música popular brasileira, Acabou Chorare, dos Novos Baianos – que chega amanhã às bancas em relançamento pela Grande Discoteca Brasileira Estadão -, esteve perto de ser um dos grandes fiascos da história.

 

Em 1972, três anos depois de seu disco de estreia, Ferro na Boneca, o grupo baiano já havia deixado sua terra natal para se instalar em um apartamento em Botafogo, no Rio. Em solo carioca, por precipitação – e falta de tato -, quase viram aquele que se tornaria seu álbum antológico ser arruinado. Por sugestão de Nelson Motta, eles gravaram todas as faixas de Acabou Chorare, na casa de Jorge Karan, apenas em dois canais, com poucos instrumentos, de maneira rasteira. A gravadora queria lançar o disco mesmo assim, mas Os Novos Baianos bateram o pé. “Nós não gostamos do resultado, não aceitamos que fosse lançado daquele jeito e rompemos com a Polygram. Aquilo ia estragar o disco. Aí, o pai do Cazuza (João Araújo), que era dono e diretor da Som Livre, nos ofereceu a produção digna que o álbum merecia”, conta Luiz Galvão.

O encarregado da tarefa foi Eustáquio Sena, figura importante para viabilizar toda a loucura inventiva proposta pelo grupo na realização do LP, extremamente moderno até hoje. Atualmente, bandas tentam imitar, mas não passam nem perto da criatividade e da pegada de Moraes Moreira, Pepeu Gomes, Baby do Brasil, Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão, Jorginho Gomes, Dadi Carvalho, Baixinho e Bolacha.

O toque de João. Com arranjos de Pepeu Gomes e Moraes Moreira, e os temas assinados por Galvão (todos em parceria com Moreira, além de Paulinho Boca de Cantor, em Swing em Campo Grande, e Pepeu, em Besta É Tu), com exceção à faixa que abre o disco, Brasil Pandeiro (de Assis Valente), Acabou Chorare tinha tudo para seguir a mesma linha de Ferro na Boneca. “Nós vimos o tropicalismo de Gil e Caetano e acreditamos que era possível criar algo novo”, diz Galvão.

A novidade citada foi composta por ele e por Moreira a toque de caixa. Eram temas como Tinindo Trincando, Besta É Tu, Bilhete pra Didi, A Menina Dança e Mistério do Planeta.

Além da onda tropicalista, a grande influência foi exercida por João Gilberto. “Em 1972, ele havia chegado dos Estados Unidos e eu levei Baby, Moraes e Paulinho para conhecerem o João. Ele deu dicas de respiração e disse que a gente precisava voltar para o caminho de casa”, lembra Galvão, referindo-se ao conselho para que fizessem um disco menos roqueiro do que Ferro na Boneca e mais brasileiro.

O título da música, que também batiza o LP, carrega a famosa história contada por João após o fim do berreiro de sua filha Bebel Gilberto. O que pouca gente sabe é a origem do tema. “Eu estava com nosso agente e uma abelha sentou na minha mão. À noite, outra abelha pousou novamente em mim e eu disse: “essa abelha já esteve comigo hoje”. Todo mundo pensou que eu estava louco. Liguei para o João. Contei a ele, que também estava falando sobre abelhas com o Capinan. Eu disse: “ela faz mel”. Ele respondeu: “e zum-zum”. Pedi permissão e incluí na música”, conta Galvão sobre a inspiração viajante.

OS NOVOS BAIANOS
ACABOU CHORARE
R$ 14,90



Read Full Post »

Várias histórias se contam como sendo a real inspiração que me fez escrever essa canção. E sempre, cada uma delas, com uma musa. A certeza e o sonho dessas pessoas são tão fortes que eu passei a acreditar em todas elas. O pessoal de Irará diz ter sido feita “Preta Pretinha” para uma moça de lá mas, pra mim a cidade é que se apoderou daquele nosso momento de amor. Em , outra cidade onde trabalhei, tive outro grande amor, dando oportunidade para as pessoas repetirem a história da inspiração da música “Preta Pretinha” mas, foi em Juazeiro-Ba, onde nasci, que aconteceu a versão mais emocionante sobre a musa de “Preta Pretinha”.

Havia uma garota que era a mais bonita e cobiçada da cidade. Eu, o poeta e um dos artilheiros do Spartacus, time de futebol de salão que, além de pentacampeão da cidade, possuía a maior torcida. Já viram que a dupla chamava a atenção da platéia. Um dia eu viajei para o exterior, e no meu retorno a garota me disse: “Eu não o mereço mais. Eu dancei com outro cara” A cidade estava ouriçada vivendo o acontecimento. Fiquei solidário com Juazeiro conservador, e acabei o namoro. A garota casou com o rapaz, que não tinha só dançado mas, provado da fruta. A bela jovem já se divorciou e deve ter casado mais uma duas ou três vezes mas, para a nossa cidade nós ficamos eternos namorados um do outro.

A minha versão sobre a inspiração de “Preta Pretinha” tem que acoplar todas essas histórias e admitir todas as musas, além da que serviu de pivô, apertando o botão que deve ter provocado a explosão da música. Foi mais ou menos assim: uma jovem combinou comigo para que eu fosse a Niterói conhecer seu pai e, na volta, ela viria morar comigo no apartamento dos Novos Baianos, em Botafogo. Pegamos a barca, conheci o pai dela mas, na volta, ela se arrependeu e voltou para o seu namorado. À noite, escrevi a letra sob o impacto desse insucesso e, na certa, o subconsciente deu uma panorâmica em todas as minhas histórias de amor.

Quando escrevi a frase “Por minha cabeça não passava somente…”, me lembrei de Socorrinho, a minha namorada de Juazeiro no período 61-65, e coloquei: “só somente só…”, em homenagem ao bonito que fora aquele amor juvenil, que ficou registrado nos anais de fofoca da cidade. E pensei: Juazeiro vai dizer que eu fiz essa música para Socorrinho, quando na verdade foi uma longa história recheada de musas. A cidade foi além e, quando vou a Juazeiro, várias pessoas que participaram daquele passado, ou os seus filhos, que ouviram das suas bocas, e com os corações transbordando saudosismo, me perguntam: “E Preta Pretinha?” Eu inocentemente respondo: “Está tocando no rádio”.

Read Full Post »

Older Posts »