Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘SÃO PAULO’

 

Quando já tínhamos mudado para São Paulo e estávamos morando na Rua Casa do Ator coincidiu que João Gilberto também se mudara para Sampa residindo em um hotel, onde eu ia visitá-lo quase todos os dias. Além de aprender com coisas a beça com o conterrâneo genial, recebi também um auxílio enorme na divulgação do grupo na hora em que o negócio pesou nessa área em razão da nossa ousadia extrapolada ao ponto de brigarmos com a imprensa. Para se ter idéia do fascínio que João exerce sobre as pessoas, cito o caso do jornalista Serginho. Ao fazermos uma temporada no teatro TUCA, em São Paulo, o jornal Última Hora mandara a editora do caderno de cultura fazer uma reportagem com o grupo, mas sua primeira pergunta nos desagradou profundamente. Eis textualmente o desrespeito da repórter para com nossos mestres: “Por que Caetano e Gilberto Gil se venderam?” Não deixei a mesma concluir o seu pensamento nefasto e respondi pelo grupo, sabendo ser a resposta de todos: “Não haverá mais entrevista porque você é muito burra e mal-educada”. Deixamo-la falando sozinha. Do quarto, liguei para João Gilberto, inteirando-o da encrenca criada. Ele disse: “Ligue para um amigo meu, Serginho, o número é esse… Ele fará a reportagem e será publicada. Eu garanto”.

A reportagem foi feita e no dia seguinte, ao lermos o jornal paulista Última Hora, vimos que não faltara uma vírgula do que havíamos declarado

Read Full Post »

Daquela casa, uma das lembranças mais significativas foi a desse balanço acrobático mostrado acima. Vocês podem comprovar pela fotografia a vida de criança que tínhamos quando parávamos as atividades de rua e os ensaios em casa para brincarmos de balanço. Pode alguém argumentar que tal brincadeira não é tão fascinante assim mas, a foto não mente. Nossos balanços estavam armados no alto de dois ciprestes italianos. Era só passar o cinto de segurança improvisado e voar, com a ajuda de alguém que empurrava o passageiro para o balanço ganhar velocidade. Estes funcionavam no ar como se fossem naves espaciais de parque de diversões. Não mostrei ainda o perigo e a emoção que tais brinquedos proporcionavam tanto para os balançados como para os que assistiam a cena. Eu só experimentei uma vez.
Imagine uma casa que ia de uma rua a outra, tendo sua parte principal, onde ficava instalado um balanço, em frente ao cemitério, enquanto o portão dos fundos ia dar numa rua embaixo, em função do declive acentuado do terreno. Em determinado momento passava um ônibus pela rua de baixo e o balanço que vinha da rua de cima sobrevoava o ônibus para espanto e gozo dos passageiros. O tripulante do balanço chegava quase a se esporrar de felicidade. Imagine se uma corda daquelas, por mais nova e testada que fosse, viesse a quebrar? Valeu pelo real e pelo temporal que foram aqueles dias, de outra infância que o tempo não conseguiu apagar.

Read Full Post »

A última vez que vi Zé Baxinho foi em 1999 eu fora a São Paulo,precisei ir ao Centro da cidade comprar não lembro o que. De repente um jovem reconheceu-me e convidou-me para ir até sua casa que onde havia umas fotos que ele batera no show que fizemos em 99, no Pálace, uma casa de show em Sampa Saí feliz da vida com as fotografias e fui pegar o metrô, e o trem foi parando devagarzinho e os vagões todos quase vazios, foram passando a minha frente o primeiro, o segundo, terceiro e eu, sem conseguisse mover-me para buscar o ponto na hora em que as portas fossem abertas para minha entrada, e fui dizendo para mim mesmo não quero esse, nem esse , nem esse outro até que chegou o derradeiro onde entrei e logo vi o músico da banda dos Novos Baianos, o meu amigo Baixinho que me apresentou o seu filho também baterista como ele o pai. Fiquei encabulado, porque, olhando para Baixinho senti pela cor da sua pele, que ele não viveria muito tempo, como realmente veio a ocorrer cerca de uns seis meses depois daquele misterioso encontro. Baixinho e o filho saltaram uns três pontos depois, e o nosso papo foi curto, mas o suficiente para ficar guardado na memória, e eu sentisse que aquilo foi coisa de Deus. A alegria nossa por nos revermos e nos despedirmos, lance não me deixa dúvidas da importância espiritual daquele nosso último encontro, ali estava a minha poesia, a percussão de Baixinho, os dribles do grande ponta direita discípulo primeiro de Garrincha, a minha visão de jogo que sempre se entendeu e somou com a beleza e objetividade do futebol de Baixinho. E acima de tudo a boa amizade que vivemos no apartamento de Botafogo, no sitio da Boca Do Mato, Na casa do Pacaembu e na rua Casa do Ator.

Read Full Post »

VIRADA PAULISTA 2009

Quem estava no palco como eu, deve ter sentido a mesma sensação de inacreditável ver a sua frente milhares de pessoas, uma esteira de gente, que ia do início da avenida São João, próximo a esquina com a Consolação e indo até o prédio do BANESPA.
Paulinho ganhou a galera com Dê um Rolê e Mistério do Planeta. Na primeira o público cantou o refrão junto e Mistério do o pessoal fez aquele silêncio para ouvir acompanhando passo a passo. Pepeu deitou e rolou com sua guitarra de ouro, prata e diamante. E ainda soltou a voz com balanço em algumas musicas.
Eu venho encontrando pessoas tanto na Bahia, como em Sampa e no Rio de Janeiro que me param e perguntam: Você ainda faz aquelas coisas maravilhosas? Não temo colocar aqui a resposta de que venho dando, mesmo correndo perigo de alguém julgar que estou me achando. Não é nada disso. Digo em português claro: “Não sei se o que fiz e continuo fazendo é maravilhoso, mas sou melhor do que antes. Está interando 17 que deixei de fumar maconha e etc. Os neurônios estão desenferrujados, tenho mais experiência, o cuidado com a palavra é redobrado, e a inspiração é a mesma. Vocês podem ver em três poemas que mostrarei se estou mentido ou falando a verdade. Só não melhor do que foi quem não quer.
Tive a coragem de ousar, inspirado em Castro Alves, e animado pela alta que a poesia está no palco do Show Business,.

Read Full Post »