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Posts Tagged ‘SHOW’

ATE XUXA …..

No dia da estréia do Desembarque dos Bichos, apareceu lá na porta do teatro,
o Argentino Edigardos Ramon perguntando se já tínhamos cenógrafo. Embora tivéssemos Ivan Mariotti cuidando dessa parte, o trabalho era muito e por isso o aceitamos. Ele e Ivan se deram muitíssimo bem e a noite tudo funcionou como se estivéssemos há muito tempo transando o cenário. Ramon foi pessoalmente buscar os papelões que ele conseguira nas lojas e preparou um disco voador ao qual Ivan deu acabamento com uma pintura psicodélica. À noite quando as luzes foram acesas surgia no ar o disco voador sobrevoando o palco e aterrissando num canto. Em seguida a portinha do disco foi aberta e o elenco do show saiu por ela pisando o palco como se chegasse pela primeira vez ao nosso planeta. A transa do disco lembra a abertura dos programas de Xuxa . Outra grande criação de Ramon foi o robô que ele confeccionou com papelão e que circulou pelo palco com ele dentro. A certa altura do espetáculo, o robô encostou-se em determinado ponto do palco junto a uma parede de papelão dando condições para que Edigardos Ramon o deixasse sem que a platéia percebesse, para minutos depois todo o elenco do show destruir o robô ante os olhos do público.


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Novos Baianos, a volta em 97


Em 97, aprontei o livro Anos 70 Novos e Baianos, e fiz o lançamento em São Paulo na casa de espetáculos Bar Avenida, acompanhado por um show onde eu abria com o meu trabalho solo, acompanhado por uma banda e os Novos Baianos o encerava. Foi um sucesso.
Uma semana depois estava conversando com Moraes lá no estúdio dele no Rio de Janeiro, acertando para fazermos o lançamento na Cidade Maravilhosa, nos mesmos moldes, quando ele atendeu um telefone e contou-me entusiasmado, que acabara de receber uma proposta irrecusável para gravarmos um CD dos Novos Baianos com a gravadora Universal. Telefonamos para Paulinho Boca em Salvador, contatamos com Pepeu e Baby , e logo assinamos contrato em grande estilo.
Como a maioria mora no Rio, eu e Paulinho viemos e ficamos num hotel durante as gravações e o período destinado para as entrevistas que anunciaram a novidade. À noite íamos para o apartamento de Pepeu, onde fazíamos as músicas, preparávamos os arranjos e o pessoal do gogo aprendiam as músicas e letras cantando-as. Tudo dentro de um ritmo de criatividade, festa, esperança e intervalos com conversas relembrando histórias do passado, que agora estão contadas aqui, além do grande número de piadas que rolaram e nos fizeram rolar de rir.

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Desembarque dos Bichos

Aquele espetáculo era o primeiro da nossa carreira, o qual eu dirigia do palco, falando “luz aqui”, “luz ali”, e a técnica me atendia prontamente, mas nem eu ou qualquer outro dos Novos Baianos tinha alguma experiência com aquele tipo de atuação. De qualquer forma valeu pelo repertório completamente inédito e com músicas consagradas posteriormente como “Ferro na Boneca”, “De Vera”, “Colégio de Aplicação” e “Swing do Campo Grande”. Valeu pela presença dos futuros destaques dos Novos Baianos, aprovados pelos olhos nacionais, e, principalmente, pela criatividade e improvisação que rolaram do início ao fim. Valeu tanto que lotou o Vila Velha nos três dias de espetáculo.
Merece destaque o grande momento de improvisação. Lá pelas tantas, Seu Vagner, um ator baiano que fez o papel de Chita de Tarzan, no filme Meteorango Kid Herói Intergaláctico, e o repetia no show, falando textos de Oswald de Andrade, desceu por uma corda e, por descuido, tocou com o pé numa ponta cabeça expondo ao ridículo a trama do papel celofanes vermelho que fazia o fogo. No mesmo instante, eu, que dirigia o show do palco saltei sobre a lareira pisando-a, no que fui seguido pelos que estavam no palco. Destruímo-la com os pés num gesto unificado, numa ligação automática e numa comunicação telepática. Na seqüência Super Boy, na coxia perguntou-me: “Posso voar?” E eu sem vacilar disse: “Vá à luta e sorte”.
Pra que eu fiz isso? Super Boy meteu os dois braços e a cabeça entre as cordas de um balanço que estava pendurado na frente do palco, recuou até o fundo para criar o impulso, voando todo durinho que só um avião sobrevoando as cabeças dos presentes na extensão de oito metros da ponta do palco. Quando ele voltava do segundo vôo e ameaçava dar o terceiro, Paulinho Boca me deu um toque, lembrando que Tuzé de Abreu já tinha quebrado o outro balanço. Sem combinação alguma, mas, de forma automática, pegamos, eu e Paulinho, um em cada braço do Super e o retiramos de cena. Aí é que foi: para evitar o buraco e dar uma explicação plausível ao público, saquei uma cabeça de Batman, que estava largada no fundo do teatro, coloquei numa bandeja, e, aludindo às cabeças cortadas dos artistas pelo tempo que vivíamos, enquanto Baby dava uma volta pelo palco, eu subi até a iluminação onde Grandhi trabalhava com o retroprojetor e dei-lhe um texto que ele transcreveu para perplexidade da platéia: Não sobrou nem a cabeça do irmão de Super Boy.

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Estávamos em 75 e procurávamos um teatro para fazermos uma pequena temporada, constatamos que todos os existentes no Rio de Janeiro estavam ocupados. Felipão encontrou uma solução assinando um contrato de três dias de show no cine Bruni 70. Dois filhos do Lívio Bruni, que era o proprietário, montaram uma firma para realização de shows musicais, transformando o cinema em casa de espetáculos. Isso fora acertado através do jornalista Tarso de Castro, que estava namorando a irmã deles. O engraçado dessa história foi não ter sanitário no camarim. Para ser realista, não havia nem camarim; apenas um espaço na lateral do pequeno palco fora improvisado para tal. Quando se aproximava o início do espetáculo, alguém do grupo sentiu uma dor de barriga, pediu um jornal e falou: “Olhe todo mundo pra lá, que eu vou fazer as necessidades fisiológicas aqui mesmo”. As palavras foram mais populares. Todos obedientes e de costas para a cena, quando fomos surpreendidos por uma comitiva que trazia nada mesmo que o Rolling Stone Mick Magger, para nos apresentar. As pessoas se aproximavam e nós riamos, deixando-os perplexos. Gato Félix disse-me que na comitiva estava Florinda Bolkan, e parece que também Bianca Jagger. Como baiano costuma cantar o milagre mas, não dizer o santo, bem que o autor da anti-façanha pode ter sido eu, mas deixo a dúvida para o leitor. O astro internacional não entendeu nada, mas assistiu tudo. Como não tínhamos mais tempo, pedimos licença e entramos no palco, e Mick Jagger foi levado para sentar na primeira fila

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VIRADA PAULISTA 2009

Quem estava no palco como eu, deve ter sentido a mesma sensação de inacreditável ver a sua frente milhares de pessoas, uma esteira de gente, que ia do início da avenida São João, próximo a esquina com a Consolação e indo até o prédio do BANESPA.
Paulinho ganhou a galera com Dê um Rolê e Mistério do Planeta. Na primeira o público cantou o refrão junto e Mistério do o pessoal fez aquele silêncio para ouvir acompanhando passo a passo. Pepeu deitou e rolou com sua guitarra de ouro, prata e diamante. E ainda soltou a voz com balanço em algumas musicas.
Eu venho encontrando pessoas tanto na Bahia, como em Sampa e no Rio de Janeiro que me param e perguntam: Você ainda faz aquelas coisas maravilhosas? Não temo colocar aqui a resposta de que venho dando, mesmo correndo perigo de alguém julgar que estou me achando. Não é nada disso. Digo em português claro: “Não sei se o que fiz e continuo fazendo é maravilhoso, mas sou melhor do que antes. Está interando 17 que deixei de fumar maconha e etc. Os neurônios estão desenferrujados, tenho mais experiência, o cuidado com a palavra é redobrado, e a inspiração é a mesma. Vocês podem ver em três poemas que mostrarei se estou mentido ou falando a verdade. Só não melhor do que foi quem não quer.
Tive a coragem de ousar, inspirado em Castro Alves, e animado pela alta que a poesia está no palco do Show Business,.

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