Filhos de João, Admirável Mundo Novo Baiano

Sinopse
O filme traça um rico panorama da Música Popular Brasileira dos anos 60 e 70, através do revolucionário e inovador grupo musical Novos Baianos. Particularmente, trata da influência de João Gilberto sobre os rumos musicais do grupo. Temas como contracultura, carnaval do Brasil, cinema, tropicalismo, ditadura militar, dentre outros, circulam em torno das vivências do grupo, trazendo importantes reflexões para a compreensão da cultura contemporânea no Brasil. Prêmio Especial do Júri e Prêmio do Júri Popular no Festival de Brasília 2009.
Ficha técnica
Assista ao Filme
| Data | Horário | Cinema |
|---|---|---|
| 04/10 | 13:30 | Est Vivo Gvea 3 |
| 04/10 | 18:10 | Est Vivo Gvea 1 |
| 05/10 | 16:00 | Ponto Cine |
| 06/10 | 19:00 | Cinema Nosso |
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DIA 08 DE OUTUBRO DE 2010 O QUEBRA-CABEÇA.
No SESC – Santos o grupo, acompanhado de Luiz Melodia, Baby do Brasil e Luís Galvão, fará uma lindíssima homenagem aos Novos Baianos .GRATÚITO

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Paquito
De Salvador (BA)
Capa do disco “Acabou Chorare”, dos Novos Baianos (Foto: Reprodução)
Após lotar três salas em uma única sessão, em Salvador, no mês de maio, no Panorama Coisa de Cinema, Filhos de João: o admirável mundo novo baiano, filme sobre os Novos Baianos, será exibido no dia 3 de outubro, no Festival Internacional de Cinema do Rio. O documentário, dirigido pelo também baiano Henrique Dantas, demorou 11 anos para ser feito, e valeu a espera. O filme é simples e grande, feito a obra do grupo, uma história e tanto, com muito a ser dito e mostrado sobre as relações entre a baianidade e a música popular, no seu melhor.
A partir do título, a presença de João Gilberto percorre toda a narrativa, sem que se toque uma nota de sua música. Mas nem precisa: João se fez presente na história e na arte dos Novos Baianos, como tudo que vem dele, através de sons e silêncios significativos. O que ele canta e diz é grande, o que ele não diz parece maior ainda, forte e doce. João lança o seu raio ordenador sobre a Revolucionária Família Baiana e inspira, com sua estética, a utopia hippie no Brasil da década de 70, sob o peso da ditadura militar.
Primeiro, Henrique se encarrega de fazer os integrantes dos Novos Baianos contarem o seu início, com a ajuda de outro baiano, Tom Zé, que, fica-se sabendo, apresentou Moraes Moreira a Galvão, formando a dupla responsável pelas canções, neste começo, aparentadas do jeito tropicalista, mas de maneira original, graças à poética solta, acrescida de peculiar sensibilidade pop. Ainda sob os conselhos de Tom Zé, eles se juntam a Paulinho Boca de Cantor pra tentar a sorte no Sudeste, já com Bernadete Dinorah, a Baby Consuelo.
Mas o melhor estava por vir: após lançarem o primeiro disco, eles passam a receber as visitas de João Gilberto, juazeirense como Galvão, que os faz olhar para o passado profundo da canção popular brasileira, pré-bossa nova, e injeta a tradição do samba e do choro, com cavaquinho, violões e percussão, na bagagem roqueira dos meninos.
A partir daí, com a formação de uma comunidade no sítio Cantinho do Vovô, no Rio de Janeiro, onde eles dividiam tudo e praticavam, além da música, futebol, ficou pronta a receita que os fez dar o salto. Como diz Moraes, a vida era o ensaio, fazia parte do dia a dia deles tocar, tocar e jogar futebol. Assim como os Beatles, no começo, azeitaram sua música tendo de se apresentar de seis a oito horas por noite em Hamburgo, os Novos Baianos desabrocharam pra valer no sítio, vivendo pela e para a música, que iria desaguar no hoje celebrado discoAcabou chorare, título de uma canção inspirada, mais uma vez, em uma história contada por João sobre a filha Bebel.
A menina dança, Brasil Pandeiro – esta de Assis Valente, outro baiano ancestral de João – Besta é tu e Mistério do planeta : as histórias das canções e dos sons são contadas com graça e enlevo também por Joildo Góes – um incentivador das loucuras do grupo e integrante da comunidade -, Mário Luís Thompson, fotógrafo, e Rogério Duarte, além dos integrantes Moraes, Paulinho, Galvão, Pepeu, Gato Félix, Bola, Dadi, Jorginho e Charles Negrita.
Só Baby Consuelo fez falta, não permitindo que seus depoimentos integrassem o documentário, incluindo a fala final, conclusiva, que seria dela. Henrique, no entanto, não se fez de rogado e deixou Baby brilhar na melhor cena do filme: uma imagem de arquivo de um filme de Solano Ribeiro, na qual ela canta A menina dança com o grupo.
Ao longo da narrativa, as janelas vão se abrindo e se desdobrando, traçando um painel da presença e arrojos baianos na canção popular: não foi à toa que os tropicalistas, por exemplo, incorporaram guitarras ao seu som. Em Salvador, Dodô e Osmar já tinham eletrificado o frevo há mais tempo. Isso é o que faz da Bahia um lugar especial, onde convivem, sem grilos, tradição e novidade. Besta é tu, por sua vez, embala a dança do Superoutro, personagem e filme de Edgar Navarro, fazendo o link com a Bahia que veio depois, viva e ainda aqui/ lá.
Com a transformação da utopia em dogma, acontecem a saída de Moraes e o início do fim da vida em comunidade. O sonho acaba, mas permanece no som dos discos Acabou chorare, Novos baianos F. C. e no Lp do Alunte. O fenômeno “Novos Baianos”, para se realizar plenamente, esteve intrinsecamente ligado aos ideais do seu tempo, mas se desapegou destes e continua inspirando e respirando na era das revivescências digitais. Com graça, sem drama.
Com exibições em festivais na África e Europa, Os filhos de João será distribuído comercialmente em março de 2011. Agora é assistir e reviver.
paquito
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Com direcao de Marcelo Sirangelo, com quem quero encontrar para lancar esse maravilhoso trabalho no cinema.
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Fazendo historia em busca da Luz , Paz e Amor… no que acredito
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