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Posts Tagged ‘INSPIRAÇÃO’


Quando conheci Peu Sousa,filho que minha mulher Janete trouxe para o nosso casamento, junto com Xanda, ele disse logo “Você é o pai do meu nome!
Você fez a música “Quando Você Chegar”, quando e eu ainda estava na barriga da minha mãe, que não o conhecia, e ela colocou o meu nome Pedro por causa das frases: Quando você chegar/ É mesmo que eu estar/ Vendo você/ Me chamando de Pedro… Por isso e mais alguma coisa você é meu pai astral. Às vezes as pessoas me perguntam: “Você tem um filho que é guitarrista?” Eu respondo que sim e com muito prazer, porque participei da criação de Peu Sousa ainda bem pequenininho e dizia: Ele será um grande músico. No momento atual ele está na praça mandando ver com sua guitarra alegrando corações pelo mundo afora e o meu aqui com parcerias e netinhos lindos como Ben e Ananda também poetinha menina

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Fico feliz em saber que a Organização Mundial de Medicina, está afirmando que a pessoa com constantes problemas de afta, está sujeito a contrair um câncer, e o melhor tratamento da afta com bicarbonato de sódio, que cura a essa e pode também curar o câncer. Na letra que escrevi para parceria com Moraes em Vagabundo não é fácil diz “Se eu não tivesse com afta até faria uma serenata pra ela” E mais na frente diz: “Um remédio da minha cabeça/ Misturando mel de abelha com bicarbonato de sódio/ Só pra deixar a garganta em dia/ E porque já somos pessoas sem ódio.” È que desde os oito anos de idade sei disso porque minha mãe que não concluiu o curso primário, receitava esse remédio para minhas aftas

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. Nós estávamos ainda muito influenciados por Chico Buarque e as músicas Pedro Pedreiro, Quem te Viu Quem te Vê e Carolina, nos colocavam numa racionalidade bem distante do revolucionário Tropicalismo, embora Alegria, Alegria e Domingo no Parque, já flertavam conosco para ficarmos mais para Caetano Veloso e Gilberto Gil que para Chico Buarque, mas Béu foi fundamental quando nos disse: “Levem o disco e em casa mais calmos, ouçam que vocês vão entender porque isso é o que está mais próximo do que vocês estão fazendo”. Não deu outra e ao ouvirmos pela segunda vez ficamos encantados passamos a imitar o Tropicalismo até encontrarmos a nossa identidade como Novos Baianos. O nosso primeiro disco Ferro na Boneca, eu considero um disco tropicalista, mas pela grande influência do trabalho de Caetano, Gil e Tom Zé.
Éramos amigos do pessoal da academia de capoeira Angola, do Mestre Pastinha, e até fizemos um show no salão, no qual os alunos comandados pelo mestre fizeram uma exibição, eu recitei, e o Canto 4, que era o grupo de Moraes, cantou algumas músicas que estavam em evidencia na época, como “Quem Te Viu, Quem Te Vê” de Chico Buarque, “Procissão” ,Gilberto Gil, “Um Dia” ,Caetano Veloso e “Porta Estandarte” Fernando Lona. Genaldo Lemos que chamávamos de Naldinho e seu irmão o capoeirista Gildo Alfinete nos apresentaram a cantora Eliana Pittman, que gravou a minha primeira música de parceria com Edil Pacheco. A revista O Cruzeiro fez uma reportagem, cobrindo o assunto e fizemos a fotografia no forte São Marcelo. Eu e Moraes aparecemos ainda com os cabelos curtos.
Tom Zé foi quem juntou a dupla Moraes e Galvão, e ali quando estávamos iniciando a nossa profissionalização artística foi o nosso principal orientador; e sua palavra teve significativo peso na integração de Paulinho Boca ao grupo. Havia por parte dos intelectuais que conviviam conosco, uma posição radical pedindo a formação da dupla Moraes/Galvão, a exemplo de da dupla Tom e Vinícius, e excluindo Paulinho Boca, que eles não sentiam caber na historia. Falei com Tom Zé que nós gostávamos de Paulinho e sentíamos a sua importância. Tom disse: “É claro, a voz de Paulinho é muito bonita e a desinibição dele vai ser muito importante no palco. Façam um grupo, que é melhor para vencer as barreiras que vocês vão enfrentar”.
Vou contar a história de uma das primeiras músicas que fizemos na pensão de Dona Maritó e que veio a fazer sucesso. Ferro na Boneca teve como tema a nossa caminhada e a irreverência no encalço do novo e revolucionário. Para torná-la popular usamos no final da letra a linguagem do radialista França Teixeira que era a coqueluche na época em Salvador. Ele fazia um programa que alcançava a maior audiência e nos chamou à atenção a sua criatividade quando ele dizia: “É ferro na boneca. É no gogó neném”. Por outro lado usamos outra influência que foi o termo concretista de Décio Pignatari Produsumo. Ainda recorremos a veloz linguagem de quadrinhos e desenho animado: Pluft, pluft, pluft por Grandhi, um amigo que estava sempre com a gente e dizia: “Vocês são pluft, pluft, pluft”.

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