Hoje, dia em que estou inteirando setenta e quatro anos com disposicao do menino correndo com a bola, recebendo os amigos , arrodeado dos meninos, da musa , chegando de Juazeiro onde recebi o amor de meu povo e bebemos da agua do mesmo saofraciscano rio por onde sempre navego.de encontro com a Poesia Lingua de Deus e Minha, feito Show que estrearemos dia 17 de junho no Teatro do Irdeb Salvador-Ba e depois desaguando por esse mundao .
Para facilitar o entendimento daquele tempo vivido pelos Novos Baianos, tenho que falar desse assunto complexo e em choque com a área irreal em que atua a sociedade, ou o infantil, preconceituoso e oficioso pensamento de quem se arvora dono da palavra mas, sem grau para tal. As transformações da individualidade de um ser humano, como no meu caso, que passei anos para chegar a essa compreensão de hoje ainda pequena para onde quero chegar.. O que venho aprendendo nesse delicado assunto é que o bom exemplo é o primeiro passo para que o orientado aceite a orientação de alguém. Não adianta alguém pensar que porque sabe alguma coisa basta soltar o verbo para que todos que o ouvem possam receber o ensino passado. É preciso transmitir confiança para o alvo da mensagem. Os livros têm grande importância mas, do cotidiano nos faz desconfiar de soluções ditadas de cima para baixo. O melhor pra quem quer ensinar é se colocar no lugar de quem errou, para encontrar um grau de compreensão, e falar o que aquela pessoa precisa ouvir, e não o que o orientador quer dizer, e acima de tudo mostrar nas suas palavras por mais duras venham pitadas de amor, porque eu quando orientado olho bem esse detalhe. Com isso estou aprendendo que ouvir o outro e exercitar a paciência é o melhor remédio tanto para quem recebe a orientação como para o beneficiado em passá-la. Chego a imaginar que desejar o bem já é uma e fazê-lo, por mais que venha ser para quem recebe tenho quase certeza que melhor ainda é para quem o faz. Tenho recebido o bem e quero nunca esquecer a bondade de alguém para comigo. Ser solteiro é coisa pra adolescente e eu gostei tanto que fiquei naquela até os 47 anos mas, venho aprendendo que paciência se exercita mesmo é no dia a dia de um casal, porque conviver sob um mesmo teto requer a paciência se aproxima da de Jó mas, em compensação é um aprendizado de primeira linha.









